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Acredita que a dança não é para poucos. Sendo ancestral, coletiva e necessária.
Coreógrafa, intérprete e diretora artística da CORPO COLETIVO ARTISTICO, dedicada à criação artística, inclusão social e práticas colaborativas. Formada pelo Institute of the Arts Barcelona, onde foi distinguida Dance Student of the Year. Trabalhou e formou-se com artistas e companhias como Wayne McGregor, Jasmin Vardimon, Akram Khan, ACE Dance and Music (UK) e Batsheva Ensemble em Israel. Desde 2016 dinamiza workshops de dança contemporânea e, a partir de 2018, aulas de movimento inclusivo. É formada em Yoga (2020) e especializada em Dança Movimento Terapia (2021). A sua prática germina de múltiplos encontros com linguagens e mestres diversos: da fisicalidade visceral de Akram Khan à fluidez do Flying Low com Marion Castaillet e Los Little Guys, do teatro-acrobático da MotionHouse à escuta sensorial da técnica Gaga com a Batsheva Ensemble, do diálogo entre contemporâneo e Capoeira à investigação em Movement de Ido Portal, atravessando ainda residências transformadoras com Douglas Thorpe, Qudus Onikeku, Dada Masilo e Josette Baiz. Enquanto criadora, cruza movimento, memória, ecologia e herança feminina, privilegiando a construção de comunidades e rituais partilhados mais do que formatos convencionais de espetáculo. Desde 2020 lidera a CORPO como espaço de experimentação e inclusão, tendo recebido o Prémio Acesso Cultura pelo trabalho em acessibilidade física, com impacto em contextos artísticos, educativos e sociais, incluindo bairros sub-representados, escolas e instituições diversas. Assinou obras premiadas como WOMBSKIN e MACIÇO (Prémio do Público no InShadow Festival e Prémio de Reconhecimento no MAFRA Dance Festival), bem como CICLOS (2022), selecionada para diversos festivais nacionais e internacionais. Colaborou com artistas e instituições em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Irlanda, Roménia e Itália, destacando-se projetos como Dance Bridges, Future Visions e a participação como coreógrafa convidada da OHR Dance Company no Laois Dance Platform, Irlanda entre 2021 e 2024. Enraizada na escuta, na terra e no corpo como território político e poético, Rute dissolve as fronteiras entre público e intérprete.MACIÇO: estórias em corpo vivo, esculpidas por gentes.
MACIÇO Estórias em corpo vivo, esculpidas por gentes. Inspirado nas Serras de Aire e Candeeiros enquanto território unificador, este projeto artístico cruza dança, cerâmica e audiovisual numa linguagem híbrida que nasce do encontro entre tradição e contemporaneidade. Desenvolvido a partir das vivências, memórias e costumes das paisagens e comunidades serranas, o processo criativo envolve habitantes locais e artesãos, promovendo partilha, mediação cultural e inclusão. O resultado materializa-se em duas dimensões complementares — performance e vídeo-dança — explorando poeticamente a transformação da matéria, do corpo e da paisagem. Sinopse: Santuário do tempo geológico. Chão comum que nos sustenta, reinventando-se a cada momento. Mutável, impermanente e imprevisível. Um regresso a casa.
MACIÇO propõe uma reflexão sobre corpos que resgatam uma humanidade una com a natureza, que carregam em si as memórias e a dualidade ora dura, ora frágil. Um diálogo interdisciplinar entre a Dança, o Barro e o Vídeo, que trazem a palco uma viagem sensorial, um olhar contemporâneo sobre a ruralidade e as estórias da serra, onde encontrámos um Maciço para nos depararmos com o facto que habitamos nele tanto quanto ele habita em nós. Criação / Rute Vitorino Co-criação Intérpretes / Ceramistas – Ana Lousada, Carlos Neto Bailarinos – Beatriz Pereira, Clara Marchana, Júlio Benfica, Patrícia Roda, Rute Vitorino Vídeo / Rafael Almeida Direção de projeto / Marina Oliveira Direção Técnica / Jorge Ferreira Direção Executiva / Susana Lopes Cenário e figurinos / Carla Freire Apoios: Município de Leiria, Rede Cultura 27, Mestre Brás, Município de Alcanena, Teatro José Lúcio da Silva, Cine-Teatro São Pedro, CMGD
Fundação da Associação de Dança de Leiria.
Nasce a Associação de Dança de Leiria, primeiro corpo formal de um projeto que já se movia há anos na cidade.